Ao estudarmos os dois filósofos podemos perceber algumas diferenças entre os pensamentos de Descartes e Morin.
O principal, talvez, seja a discordância entre os dois quanto à maneira que algo deveria ser analisado. Descartes apresenta
Já para Morin, o importante é o estudo do todo, pois “só assim vamos compreender que a simplificação não exprime a unidade e a diversidade presentes no todo” (Edgar Morin é um crítico da perda da visão geral, Site: Educar para Crescer, acessado em 28 de março de 2009). Para ele o ser humano é um ser complexo e por isso não deve ser fragmentado. Acredita que ter uma visão geral do mundo é importante, já que tudo está interligado.
Outra diferença entre seus pensamentos é a questão da ordem. Para Descartes, seguir uma ordem de mais simples para mais complexo, de primeiro para último é muito importante e esse padrão deve ser seguido sempre, senão não se obterá resultados.
E no pensamento de Morin, a ordem não tem importância alguma. Não importe por onde você comece, o resultado será o mesmo. Para ele, a desordem gera ordem e a ordem nasce da desordem.
O conhecimento para Descartes é alcançado através da razão e da dedução. Enquanto que para Morin, o conhecimento está ligado tanto à razão quanto às emoções e aos sentidos.
Quanto aos erros, para Descartes eles são apenas cometidos quando não seguimos o Método, e confiamos em nossa emoção. Para Morin, os erros são necessários para nosso aprendizado.
Na atividade jornalística, podemos tirar proveito do conceito de Descartes de duvidar de tudo, gerar questionamentos no momento de buscar uma pauta. E de Morin, o conceito de ter uma visão geral, ser capaz de perceber o contexto de tudo, muito útil ao escrever uma matéria com vários pontos de vista.
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