domingo, 31 de maio de 2009

Descartes

Em "O Método", Descartes desejava estabelecer um método universal. A visão de Descartes é estalecer diversos pontos; a evidência: não admitir nenhuma coisa como verdadeira se não reconhece evidentemente. Evitar toda precipitação e só ter verdadeiro o que for claro e distinto, o que não se tem a menor oportunidade de duvidar; a análise: dividir cada uma das dificuldades em quantas partes for necessário e possíveis para estalecer um entendimento claro e sem dúvidas; a síntese: concluir os pensamentos por ordem, começando pelo mais simples e mais fáceis de conhecer para, aos poucos, entender os mais complexos.

Tenta colocar o estudo do tempo em bases científicas e apesar de afirmar que devemos duvidar de tudo até termos uma prova concreta e explicada das possíveis dúvidas, em "Discurso sobre o Método" Descartes afirma que existe uma coisa que não se pode duvidar. Mesmo que tudo o que pensamos seja falso, tem que restar a certeza de que pensamos sendo assim, nenhum objeto de pensamento resiste à dúvida, mas o próprio ato de duvidar é indubitável. "Penso, logo existo".

Descartes reconhece o corpo humano como a mais perfeita das máquinas; trabalha por impulsos naturais, mas os efeitos destes instintos automáticos e desejos podem ser controlados ou modificados pela mente, pelo poder da vontade racional. Outro aspecto importante no pensamento de Descartes é sua concepção do homem em uma dualidade corpo-espírito. Apresenta diversas maneiras para provar a existência de Deus. "Não mais se trata de partir de mim, que tenho a idéia de Deus, mas antes da idéia de Deus que há em mim" Descartes. Apreender a idéia de perfeição e afirmar a existência do ser perfeito é a mesma coisa.