terça-feira, 2 de junho de 2009

Martin Heidegger

Martin Heidegger é um filósofo alemão muito importante do século XX, que nasceu em 26 de setembro de 1889 e morreu em 26 de maio de 1976. Seu pai era um sacristão católico, o que o influenciou na vontade de ser padre, chegando a estudar no seminário. Formou-se em filosofia na Universidade de Friburgo, onde conheceu Edmund Husserl e mais tarde Heidegger tornou-se seu assistente.
A obra mais importante de Heidegger, foi “ O ser e o Tempo” na qual ele tenta mostrar o que é o “ser” para o homem e como alguém pode ”ser” algo.
Para Heidegger, essência não é sinônimo de identidade e diferentemente de Platão, ele acredita que a existência precede a essência. Segundo o filósofo alemão, o ente é tudo o que está ali, qualquer objeto e “ser” é o ente especial, aquele que atribui significado a si mesmo e aos outros.
A vida do ser é uma linha oscilante, a qual leva o “ser” a autenticidade ou á inautenticidade que pode ser boa, quando percebemos que estamos errados e tentamos corrigir nosso erro e ruim, quando há um conflito entre o a essência e a existência, ou seja quando buscamos querer ser algo que não somos, o que nos tira o equilíbrio, podendo causar várias doenças como a depressão.
POSTADO POR: MARIANA MOURA

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Aristóteles




Aristóteles acreditava que a ética era uma ciência inexata passível de modificações. Com objetivo de alcançar a felicidade, ela não se ocupa com o que é imutável ou essencial, mas daquilo que é obtido por repetições, adquiridas de hábitos através de vícios e virtudes. E a partir das disposições naturais do homem, a moral as muda para que estejam de acordo com a razão, o ideal seria um estado de meio-termo, mas isso não costuma acontecer. Um exemplo são pessoas muito extrovertidas e outras totalmente introvertidas. A virtude é o meio-termo e vicio pode ser excesso ou falta. As virtudes só acontecem quando existe relação humana, em outro caso desaparece. A principal característica da moral aristotélica é o racionalismo, sendo a virtude uma ação consciente segundo a razão, ou seja, uma atividade que necessita de conhecimento racional.



De acordo com Aristóteles a existência de alguma coisa implica em quatro causas:


§ Causa material; do que a coisa é feita. Exemplo: madeira


§ Causa formal; a coisa em si. Exemplo: uma mesa


§ Causa eficiente; o que da origem ao processo. Exemplo: as mãos do marceneiro


§ Causa final; sua função. Exemplo:servir de apoio para coisas

Morin

Edgar Morin critica o ensino fragmentado, defende a interligação dos saberes. Acredita que devemos reformar o pensamento, pois sem tal reforma é impossível a aplicação de suas idéias.Vê as salas de aula como um abiente que abriga diferentes ânimos, culturas, classes sociais e econômicas, sentimentos, fazendo delas o lugar ideal para iniciar a reforma.Podemos entender melhor o que o autor quer dizer ao estudarmos "Os sete saberes necessários à educação do futuro", uma de suas obras mais conhecidas, onde Morin afirma que, seguindo estes 7 pontos, a prática educacional se aplicaria de forma muito melhor.
Sete saberes:
1- Conhecimento:
Ao examinarmos as crenças do passado, concluímos que a maioria contém erros e ilusões. Conhecimento nunca é um reflexo ou espelho da realidade,é sempre uma tradução, seguida de uma reconstrução.Tomar a idéia como algo real é confundir o mapa com o terreno.Outras causas de erro são as diferenças culturais, sociais e de origem.
2- O Conhecimento Pertinente: é um conhecimento que não mutila o seu objeto. É preciso ter uma visão capaz de situar o conjunto. É necessário dizer que não é a quantidade de informações,a capacidade de colocar o conhecimento no contexto.
3- A Identidade Humana: ao mesmo tempo em que o ser humano é múltiplo, ele é parte de uma unidade.realidade humana é indecifrável. Somos indivíduos de uma sociedade e fazemos parte de uma espécie. Mas, ao mesmo tempo em que fazemos parte de uma sociedade, temos a sociedade como parte de nós, pois desde o nosso nascimento a cultura nos imprime.
4- A Compreensão Humana: ela comporta uma parte de empatia e identificação. A grande inimiga da compreensão é a falta de preocupação em ensiná-la. Estamos vivendo numa sociedade individualista, que favorece o sentido de responsabilidade individual. Importante compreender não só os outros como a si mesmo, a necessidade de se auto-examinar, de analisar a autojustificação, pois o mundo está cada vez mais devastado pela incompreensão, que é o câncer do relacionamento entre os seres humanos.
5- A Incerteza: É necessário mostrar em todos os domínios, sobretudo na história, o surgimento do inesperado.Essa incerteza é uma incitação à coragem. A aventura humana não é previsível, mas o imprevisto não é totalmente desconhecido.É necessário tomar consciência de que as futuras decisões devem ser tomadas contando com o risco do erro e estabelecer estratégias que possam ser corrigidas no processo da ação, a partir dos imprevistos e das informações que se tem.
6- A Condição Planetária: Esse fenômeno que estamos vivendo hoje, em que tudo está conectado, assim como o planeta e seus problemas, a aceleração histórica, a quantidade de informação que não conseguimos processar e organizar. O crescimento da ameaça letal se expande em vez de diminuir: a ameaça nuclear, a ameaça ecológica, a degradação da vida planetária. Ainda que haja uma tomada de consciência de todos esses problemas, ela é tímida e não conduziu ainda a nenhuma decisão efetiva. Por isso, faz-se urgente a construção de uma consciência planetária. É necessária uma certa distância em relação ao imediato para podermos compreendê-lo. E, atualmente, dada a aceleração e a complexidade do mundo, é quase impossível.
7- A Antropo-ética: Cabe ao ser humano desenvolver, ao mesmo tempo, a ética e a autonomia pessoal, além de desenvolver a participação social, ou seja, a nossa participação no gênero humano, pois compartilhamos um destino comum. Não existe democracia absoluta. A ética do ser humano está se desenvolvendo através das associações não-governamentais.Tudo deva estar integrado para permitir uma mudança de pensamento. Visão fragmentada faz com que os problemas permaneçam invisíveis.

Platão



Platão foi um filósofo grego que nasceu em Atenas, em 428 ou 427 a.C. Quando tinha vinte anos, conheceu Sócrates e foi seu discípulo. Também viajou muito, visitando o Egito, a Itália e a Sicília. Platão interessava-se muito por filosofia política. Quando voltou a Atenas, passou a dedicar-se a teorias metafísicas e a escrita de suas obras.

Para Platão, havia o mundo das idéias, do qual o quid (o que é, a essência e a aparência) faz parte e a alma (lethes) segue uma escala, que representa os estágios da vida de todo o ser humano.





Também segundo Platão, quem segue um pensamento relativista não chegou no grande conhecimento.


Todo ser humano empreende uma jornada para tentar descobrir respostas para suas diversas perguntas. Alguns viajam para dentro de si mesmos, outros viajam pelo mundo. Ao jornalista cabe a missão de levar os fatos e auxiliar as pessoas a refletir, para quem sabe, encontrar suas próprias respostas e fazer sempre mais perguntas.

Descartes x Morin

Ao estudarmos os dois filósofos podemos perceber algumas diferenças entre os pensamentos de Descartes e Morin.

O principal, talvez, seja a discordância entre os dois quanto à maneira que algo deveria ser analisado. Descartes apresenta em seu Método que devemos fragmentar o objeto de estudo, para que assim seja possível analisar parte por parte. Ele acredita que esse é um dos caminhos para se alcançar a verdade.

Já para Morin, o importante é o estudo do todo, pois “só assim vamos compreender que a simplificação não exprime a unidade e a diversidade presentes no todo” (Edgar Morin é um crítico da perda da visão geral, Site: Educar para Crescer, acessado em 28 de março de 2009). Para ele o ser humano é um ser complexo e por isso não deve ser fragmentado. Acredita que ter uma visão geral do mundo é importante, já que tudo está interligado.

Outra diferença entre seus pensamentos é a questão da ordem. Para Descartes, seguir uma ordem de mais simples para mais complexo, de primeiro para último é muito importante e esse padrão deve ser seguido sempre, senão não se obterá resultados.

E no pensamento de Morin, a ordem não tem importância alguma. Não importe por onde você comece, o resultado será o mesmo. Para ele, a desordem gera ordem e a ordem nasce da desordem.

O conhecimento para Descartes é alcançado através da razão e da dedução. Enquanto que para Morin, o conhecimento está ligado tanto à razão quanto às emoções e aos sentidos.

Quanto aos erros, para Descartes eles são apenas cometidos quando não seguimos o Método, e confiamos em nossa emoção. Para Morin, os erros são necessários para nosso aprendizado.

Na atividade jornalística, podemos tirar proveito do conceito de Descartes de duvidar de tudo, gerar questionamentos no momento de buscar uma pauta. E de Morin, o conceito de ter uma visão geral, ser capaz de perceber o contexto de tudo, muito útil ao escrever uma matéria com vários pontos de vista.